segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Pessoas todas diferentes, hábitos bem diferentes

Vejo como agarras o longo cabelo e mandas para teu lado direito, vejo como o sol incide nas tuas madeixas e deixa-te parecer bela.
Vejo tu homem como eu gosto da tua voz faz-me sentir calma, gosto como piscas os olhos, como molhas os lábios com café já falei disso, gosto como agarras o cigarro. Como olhas descaradamente e desvias o olhar com um sorriso. Gosto disso! Porque tornas tudo simples!
Gosto como agarras num livro e indireitas os óculos, quando mordes os lábios, molhas com a língua assim de surra e ris porque sabes o que causa em mim, sabes como gosto do beijo e aquele toque de apertares as ancas só para exprimires mais um  pouco do que tem saudades também.
Gosto como paras no espelho a retocar teu batom e como andas é como se desfilasses e desses movimento em tudo no teu corpo.
Adoro quando colocas a maça na boca e mordes mesmo a bruta, mas te comportas com uma badgirl.
Gosto de como conheces tão bem e saberes como e quando choro, rio, ou estou com aquela cara de envergonhada de quem não quer a coisa.
Ou como parás em poucas palavras para dizeres que gostas mesno de mim.
Gosto de como tornas competitivo e enquanto não venceres não parás porque adoras vencer-me para receber bons presentes.
Gosto da forma como apreciam minha forma de espalhar o creme pelo corpo é como se estivesse a encher de riquezas quando no fim de tudo, as riquezas estão dentro de nós. Isso nos torna diferentes.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Viagem espiritual

Estou numa viagem espiritual do meu ser, talvez uma avaliação dos meus comportamentos e atitudes.
Apercebi-me pelo o que meus amigos passam a vida a dizer que dedico-me demais para os outros e esqueço minha auto-estima, vontade de arranjar e estar bonita, ou mesmo sentir motivada para resolver qualquer questão da minha vida.
Sou capaz de esquecer quem sou e dedicar-me plenamente aos outros e é porque sou assim, prefiro ver os outros bem, mas nunca sei quem quer por perto ou mesmo a minha felicidade.
Tenho dias em que acordo sem saber se amo o homem que amo e nem sei o porque, juro que não sei explicar parece de doidos.
Esqueço como é viver aos 21 anos, não sei o que é ter, talvez responsabilidades e novos planos vem sempre ao de cima.
Esqueço de amar o meu corpo de colocar  em frente a um espelho e dizer até que sou bonita e sensual nem sei porque teimo em dizer que não sou nada de jeito e até esqueço que devo honrar minha identificação, principalmente quando elogiam, eu digo a sério isso tudo sou eu?!
Nesta viagem alguém disse que sou uma lutadora, uma lutadora não sendo uma simples palavra, mas sim alguém honesto, humilde, sem ser falsa, egoísta, mas sim ambiciosa, inteligente e que sabe raciocinar como poucas pessoas fazem.
Eu acho que limito-me a respirar todos os dias e depois quando o dia acaba, dormir.

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

O amor é como uma meditação

O amor para mim deve ser vivido
O amor para mim deve ser dividido
O amor para mim deveria nunca ter morrido


Ele é um como uma meditação porque foi sempre o amor que deixava  mais calma, eufórica, alegre e com vontade de viver.

O amor fazia sentir desejada por alguém e também tinha atenção desse alguém.
Mas dizem alguns boatos que tive muitos, mas amores conto pelo os dedos de uma única mão.
O primeiro amor que tive abriu-me a mente ao mundo.
O segundo amor abriu meu pensamento, meu raciocínio e minha devoção pessoal, ele fez questionamento.
O terceiro, é demasiado meu íntimo, ele entrava nos problemas e mandava a dica e dizia: " tu agora é que sabes o que queres fazer ou dizer."
Ele fez perceber que queria viver e desfrutar do que colocassem a frente.
Fiz mais amigos, mas não me apresentei como um prémio.
Tenho poucas amigas, mas sempre serão aquelas que irei continuar a ter.
O amor é como uma meditação porque basta agarrarem nossa mão, sentimos impulsos e por fim entramos em meditação.
Agradeço e peço a Deus de dar-me tempo de amar!

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Melancolia

Eu não sei se será melancolia ou se estou a ficar fora de mim?
Os meus sentimentos estão baralhados como se estivesse a dar demasiada importância aos que outros falam.
As coisas da vida que ainda tenho são coisas mínimas, boas, mas todas temporárias.
Não sei exactamente em quem confiar ou o que fazer, tenho e vivo com medo de viver, vivo com medo de sequer respirar ou falar, talvez porque tenho medo dos boatos, das mentiras e das injustiças.
Sinceramente isso sim consome, digo para não desistirem dos seus sonhos, mas quando penso em desistir penso no extremo, penso em desaparecer talvez morrer ou viajar durante meses.
Ás vezes meu corpo não quer mais sobreviver a mais um dia, minuto ou segundo, tenho medo de fazer o certo e ser considerado errado para os outros, mas porquê?
Safoda!
Estou a contrariar-me mais uma vez e não sei se é isto que eu quero!
Tudo escapa da minha mão ou eu nem sei como apanhar porque algo consome tal como a melancolia ou estou fora de mim de novo.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Mamã!!!

Uma mulher elegante, clara como o seu nome, forte e sorridente!
Era a minha avó, a que sempre chamei de mamã, podia não ser uma pessoa rica materialmente, mas era rica de personalidade.
Lembro-me de ela agarrar minha mãe sempre que ia buscar á escola e dava sempre um mimo que era mais um estrago para meus dentes, mas ficava toda feliz com uma pastilha ou um rebuçado.
Sempre que chegava a casa dela ela fazia chá de limão com uma sandes de manteiga oumista, ou amendoim, ou geleia de morango, juro que aquela sandes caía tão bem que não havia como reclamar.
Tudo o que ela cozinhava era um paladar tão único, viver ali era meu aconchego, vivia pobre, mas tão feliz.
Ali aprendi a ser criança tinha um mato em frente de casa para correr, tinha estrada para jogar ao jogo do queimado com raparigas que hoje são mulheres, a Jéssica Mendes, Janete ferreira e Ana margarida.
Joguei muito as escondidas, brinquei as bonecas, caí muito em ortigas ou lavas e levei porradas de mangueira também.
Tenho saudades de ir com ela a feira dos ciganos comprar fruta lembro que ela levava sempre um carrinho verde  tropa ás riscas azuis também de comprar pantufas nos chineses, tenho saudades daquele olhar dela que ás vezes parecia que ria com os olhos.
A minha felicidade lá era quando ela dava leite em pó que a segurança social dava juro sentia-me realizada não havia melhor coisa na vida.
Mas a minha avó ficou doente, a minha segunda mãe, todos os dias tentei ter paciência visto que ela ficou com Alzeihmer e doença de Parkinson, tentei nunca maltrata-la ou que ela se sentisse sozinha, mas por vezes atrofiava porque ela já falava as mesmas coisas, chamava muitas vezes e não sabia porquê. Só quem vive isso todos os dias sabe que não é fácil.
Infelizmente, ela faleceu o ano passado as últimas imagens que tenho dela é que na manhã em que varria o quarto dela onde ela estava acamada ela sorriu para mim porque os miúdos que minha mãe tomava conta faziam muito barulho.
Á noite tinha 112 do lado do telemóvel eu tentar reanimar e ver a minha mamã morrer.
Agora não sei quando voltarei a ver, mas sou feliz também graças a ela!

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Depressão uma prisão

Um médico já tinha dito que no meu diagnóstico que tinha uma depressão crónica, nesse dia caíram lágrimas dos meus olhos porque eu não queria ter aquilo era como entrar num comboio a força porque quanto mais dissessem  que eu tinha depressão mais deprimida eu ficava.
Uns meses depois num novo diagnóstico ele disse que era bipolar logo isso justificava as minhas mudanças de humor, momentos de euforia e raiva.
A depressão fez-me depender de comprimidos por 3 anos, no primeiro ano só tinha sono, menos concentração na escola e mais confusão na minha cabeça, ou seja, do nada chorava e sequer sabia razão.
No segundo ano, engordei 90 kilos, todas as roupas deixaram se ficar bem, visto que pesava 58 kilos.
Lógico que a depressão piorou porque senti-me posta de lado e ir a uma loja de roupa era como ir a guerra porque não sabia o que comprar e como vestir, eu nao conhecia aquele corpo.
Entretanto, entre o segundo e o terceiro ano foi tentativas de suícidios seguidas, automutilação... Enfim!
A última vez que estive internada na Psiquiatria eu pensei que não queria estar lá, mas de todas as vezes que pensei nisso sempre caía no erro de voltar lá.
Por pouco tempo fiz umas das viagens da minha vida e foi eu ir a Angola.
 Vi tantas cores, sol todos os dias, roupa fresca, um terraço bem alto onde ia para lá dançar, tinha uns pais espectaculares, um irmã sempre positiva, aquele barulho das ruas, frutas e comidas fez-me esquecer tudo.
Novas caras, novas pessoas!
Larguei os comprimidos não fazia sentido algum tomar aqueles comprimidos todos que não deixavam saborear a vida, rir mais, correr e arriscar.
Tornei-me forte, um pouco convencida e com vontade enorme de viver, eu nao pedi opinião algum médico dos comprimidos simplesmente os larguei porque queria libertar-me daquela prisão de pensamentos negativos e pouco produtivos.
Aqui estou a rapariga que escreve um blog!